ENTREVISTA: Karla Tadeu de Oliveira

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A Gerente do Sescoop Nacional e Suplente do Conselho de Administração do Sescoop/PR avalia os impactos dos cortes no Sistema S, previstos em Medida Provisória de combate aos efeitos da pandemia de Covid-19.

Num passado recente era praticamente impossível fazer reuniões não presenciais, porém com o avanço da tecnologia e a evolução acelerada da convergência das plataformas de comunicação, este cenário mudou. E agora, com a pandemia do novo coronavírus que atinge todo mundo, videoconferências acontecem diariamente devido ao trabalho remoto em muitas empresas que dispensaram seus colaboradores para trabalhar em suas residências, como é o  caso do Sistema Ocepar que, desde o dia 23 de março, cumpre com as recomendações das autoridades do Estado e do município de Curitiba para o isolamento social. Entrando na quarta semana de reclusão, toda equipe do sistema continua desenvolvendo seus trabalhos de forma remota, em especial a diretoria executiva.

Semelhante ao que ocorreu na segunda-feira (13/04) com as diretorias da Ocepar e da Fecoopar, pela primeira vez desde que o Sescoop/PR foi criado, em 21 de setembro de 1999, o Conselho de Administração da entidade realizou uma reunião de forma remota, utilizando a ferramenta de comunicação Teams Microsoft Web. Esta primeira experiência aconteceu na tarde desta terça-feira (14/04), sob a coordenação do presidente do Sescoop/PR, José Roberto Ricken, e do superintendente, Leonardo Boesche, e com a participação de todos os conselheiros efetivos e suplentes, além de integrantes da equipe técnica.

Durante 2 horas e 20 minutos de reunião, foram debatidos os principais assuntos relacionados ao setor, especialmente sobre a Medida Provisória (MP) nº 932/2020, publicada no dia 31 de março no Diário Oficial da União, que reduziu por três meses as contribuições recolhidas pelas empresas para financiar o Sistema S. A medida foi anunciada dentro do pacote emergencial de ações para atenuar os impactos da pandemia do novo coronavírus na economia do País. No caso do Sescoop, o percentual passou de 2,5% para 1,25%. “Mesmo antes da pandemia, o governo já vinha sinalizando para a redução dos recursos do Sistema S, fato que acabou acontecendo agora com a pandemia do novo coronavírus. Esses cortes nos recursos prejudicarão diretamente o planejamento que vínhamos construindo para 2020, com certeza muitas ações terão que ser canceladas, prejudicando milhares de beneficiários do Sescoop no Paraná e no Brasil”, frisou Ricken. Para o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, durante boa parte da reunião foram debatidos os reais impactos que a MP 932 trouxe ao “caixa” da entidade.

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Imagem: Divulgação