Professor detalha principais resultados de pesquisa que apontou precariedade no trabalho dos entregadores de aplicativos

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Maior jornada de trabalho, menos remuneração e falta de fornecimento de equipamentos de proteção à Covid-19, custeados por conta própria. A piora das condições de trabalho de entregadores de aplicativos durante a pandemia é apontada em pesquisa da Rede de Estudos e Monitoramento da Reforma Trabalhista, a partir de um projeto da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Conversamos com o Coordenador da Clínica de Direito do Trabalho da Federal e Professor do Departamento de Prática Jurídica, Sidnei Machado, que detalha os principais resultados do levantamento.

Foram ouvidos na pesquisa quase 300 entregadores de aplicativos das principais empresas de plataformas digitais no Brasil, em quase 30 cidades, entre elas São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Curitiba. Os entregadores entrevistados, na maioria, são homens, com idade entre 25 e 44 anos. Mais de 57% afirmaram trabalhar acima de nove horas diárias, percentual que ampliou para 62% durante a pandemia. A jornada de 78,1% dos entregadores é de seis a sete dias por semana.

Imagem: Divulgação