Marina Aggio

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A Ex-Atleta da Seleção Brasileira de Futebol Feminino e Professora Universitária destaca a presença cada vez maior das mulheres também como Treinadoras.

Diante das mudanças ocorridas na gestão do futebol feminino, faremos uma linha do tempo para análise das apostas que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) assumiu nos últimos dez anos, que abriram as portas da instituição para as mulheres atuarem em diferentes funções. Em 2013, a CBF abriu as portas para Emily Lima, que foi a primeira mulher a assumir a Seleção de base Sub – 17.  Em 2016, a treinadora assumiu a Seleção principal de futebol feminino, na época, com 36 anos de idade e uma carreira consolidada dentro e fora das quatro linhas, trazendo uma vasta experiência conduzindo diversos clubes brasileiros como Juventus, Portuguesa e o campeoníssimo, São José.

Em setembro de 2017, Emily foi demitida pelo pelo presidente da CBF, Marco Polo del Nero, após algumas derrotas no Torneio das Nações, em julho, nos Estados Unidos. Com sua saída o técnico Vadão conduziu a seleção feminina por dois anos, sendo demitido após a Copa do Mundo de 2019, na França.

Ainda em 2019 a CBF apostou em mais uma mulher no comando da Seleção Principal de futebol feminino e dessa vez o investimento é estrangeiro: Pia Sundhage. A treinadora de 59 anos traz no currículo cinco anos de experiência no fortíssimo futebol norte-americano e mais cinco anos no organizado futebol sueco e, durante esse período, a treinadora possui um Bicampeonato Olímpico com a Seleção Americana (2008 e 2012), uma medalha de Prata com a Seleção Suéca em 2016 e ainda, foi vice-campeã do Mundial em 2011.

A CBF também apostou em Beatriz Vaz como assistente técnica. Bia, como é conhecida no meio futebolistico, era a única mulher a fazer parte da comissão técnica do Vadão e tem grande experiência como jogadora no futebol internacional e nacional.

Falando em contratação de mulheres nas comissões, a CBF aposta mais uma vez em 2019, em uma comissão formada apenas por figuras femininas. Simone Jatobá é a comandante, Lindsay Camila é a assistente técnica e a veterana de seleção brasileira Marisa Wahlbrink, popularmente conhecida como Maravilha, é a treinadora de goleiras. Os currículos somados seriam muitas páginas de experiência internacional e nacional e para resumir, são mais de 60 anos de experiência na modalidade.

As contratações para as seleções femininas continuaram em 2019. Ousando, a CBF contrata para a Seleção de base Sub-20, o treinador Jonas Urias, um profissional com grande experiência nas equipes do futebol feminino brasileiro e a auxiliar técnica, Jéssica Lima que foi uma jogadora com enorme experiência no futebol feminino brasileiro, ao mesmo tempo em que atuava como treinadora de categorias de base nos clubes onde atuava.

As novidades não param por aí, no dia 02/09/2020, a CBF realizou duas surpreendentes contrações para a modalidade: Aline Pelegrine para treinadora e Duda Luizelle, a nova coordenadora de Seleções Femininas. Duas veteranas da modalidade que já atuavam com gestoras nas Federações Gaúcha e Paulista. Aline Pelegrine é ex-jogadora e capitã da Seleção Brasileira e Duda, ex jogadora e gestora, tem o compromisso de comandar os bastidores das Seleções.

Imagem: Divulgação