Ex-Atleta da Seleção de Futebol Feminino deixa mensagem às meninas que querem atuar no esporte

Para baixar o áudio, clique nos três pontinhos à direita da barra!

O Futebol Feminino já é jogado no Brasil há mais de 100 anos. Entretanto, foi legalizado há cerca de 30. Antes disso, acredite, o jogo era praticado de maneira escondida. Foi só no ano de 1983 que surgiram os primeiros times profissionais no Brasil: o Radar, no Rio de Janeiro, e o Saad, em São Paulo.

O tempo passou, novos clubes surgiram, a Seleção Brasileira ganhou corpo, destaque, títulos continentais, vice-campeonato mundial, medalhas olímpicas, mas ainda penando com baixos salários, poucos campeonatos e falta de incentivo.

Em 2020, o Futebol Feminino do Brasil deu passos considerados gigantes. Recentemente, a CBF anunciou novidades de impacto que, por muitos anos, ficaram na promessa ou nas desculpas. De uma tacada só, a entidade colocou a gestão das equipes femininas nas mãos de mulheres e lhes deu a equidade financeira tão esperada, com premiações e diárias iguais às do Masculino.

Apesar de não ter alcançado resultados tão expressivos nos últimos anos, a Seleção Brasileira é uma das vitrines do Futebol Feminino no mundo. Tem a seis vezes melhor jogadora do planeta, Marta, como a grande divulgadora e um passado de sucesso.

Mas o campeonato nacional está longe de ser uma referência. Profissionalismo e amadorismo ainda andam juntos, sobretudo no âmbito regional. O sucesso do Paulista Feminino, infelizmente, é exceção. Fortalecer a modalidade em todo o país e em todas as idades é a base para que futuras Martas, Formigas, Cristianes, Andressas sejam regra, não exceção.

A ex-atleta da Seleção Brasileira Marina Aggio, hoje Professora Universitária em Curitiba, deixa uma mensagem às meninas que sonham em trilhar os caminhos que ela própria e tantas outras trilharam.

Imagem: CBF