Repelente que impede mosquito da Dengue de seguir pistas químicas do sangue está em processo de patente por universidade paranaense

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Mais conhecido pelas doenças endêmicas de que é vetor no Brasil, o mosquito Aedes Aegypti fez da fêmea da espécie uma perita em detectar sangue. Por meio de receptores nas antenas e nos palpos maxilares, o mosquito capta substâncias produzidas por mamíferos — entre elas, o dióxido de carbono, da respiração, e o ácido lático, da queima de glicose — e consegue se alimentar na época da reprodução, garantindo proteínas e ferro para viabilizar os ovos. Por isso o CO2 e o ácido lático são chamados de “pistas químicas” que guiam o mosquito para os seus hospedeiros.

Uma nova substância, em processo de patente pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), cria um método inédito para repelir o mosquito com base na própria estratégia evolutiva da espécie. Pesquisadores do Departamento de Química da UFPR desenvolveram uma molécula de ácido lático modificado que bloqueia temporariamente os receptores do inseto e o impede de seguir as pistas químicas do sangue.

Imagem: Marcos Solivan