História da velejadora Tamara Klink mostra que podemos fazer muito com pouco

O bate papo de hoje é com a navegadora, palestrante e escritora Tamara Klink, palestrante do “Encontro de Lideranças Femininas Cooperativistas (Cooperlíder Feminino)”, evento promovido nos dias 12 e 13 de maio, no Centro de Eventos da Agrária, Distrito de Entre Rios, município de Guarapuava, Região Central do Paraná. Em conversa com a repórter Marli Vieira, da Assessoria de Comunicação do Sistema Ocepar, Tamara conta como nasceu a paixão pela navegação e fala do sonho realizado de ter o seu próprio barco e, a bordo dele, se tornar a mais jovem navegadora a atravessar o Oceano Atlântico sozinha.

Tamara Klink, 25 anos, é filha do navegador Amyr Klink e da fotógrafa Marina Bandeira Klink. A bordo de seu barco “Sardinha”, de apenas oito metros, percorreu mais de 1.700 milhas, equivalente a quase 3 mil quilômetros, entre a França e Recife, na costa brasileira.

Amyr foi o pioneiro na travessia a remo do sul do Oceano Atlântico, em 1984, quando, sozinho, saiu da Namíbia, país africano, para Salvador (BA). A esposa, que é fotógrafa, ficou conhecida por registrar as expedições por diversos países e continentes.

A jovem velejadora cursava arquitetura na Universidade de São Paulo (USP) e foi para Nantes, na França, para um intercâmbio na École Supérieure d’Architecture. Lá, após finalizar o curso, ela se especializou em arquitetura naval. O barco de Tamara, apelidado de “Sardinha” devido ao pequeno tamanho, foi comprado na Noruega, de onde ela decidiu se aventurar em alto-mar, até chegar à França, na cidade de Dunquerque. O veleiro foi comprado com a ajuda de um amigo, apoiador das investidas da jovem navegadora.

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Imagem: Divulgação